Análises Brasil municipal
Brasil municipal em 10 retratos: eleição, economia, educação e território
O Brasil não cabe em uma média. Os 5.570 municípios têm trajetórias distintas de renda, aprendizagem, saneamento, segurança e população. Este especial reúne dez recortes com a mesma base municipal do dataBR: cada capítulo parte de uma pergunta simples e mostra onde o país se comporta como um bloco e onde se divide.
A eleição de 2026 aparece em três capítulos — a virada, a abstenção e a relação entre o partido do prefeito e o voto presidencial. A correlação entre voto e desenvolvimento já está em análise separada. Aqui, o foco é o território: economia, educação, saneamento, segurança, demografia e uso do solo.
1. A virada municipal de 2026
No confronto direto do 1º turno, Flávio Bolsonaro havia vencido em mais municípios que Lula. No 2º turno, 211 municípios viraram de Flávio para Lula; 1 fizeram o caminho inverso. O saldo foi a base territorial da vitória: Lula ganhou onde precisava, sobretudo no Nordeste e em parte de Minas Gerais.
O swing médio de Lula entre os dois turnos foi de +5,3 pp. O maior ganho municipal chegou a +22,1 pp. Entre os municípios que viraram, Itabirito (MG) saiu de 41,0% para 52,5%.
- Itabirito (MG) +11,4 pp
- Três Ranchos (GO) +11,1 pp
- Crixás (GO) +10,5 pp
- Planaltina (GO) +10,4 pp
- Alvorada do Norte (GO) +9,7 pp
- Congonhas (MG) +9,5 pp
- Florestal (MG) +9,5 pp
- Paranaiguara (GO) +9,5 pp
Maiores ganhos de Lula entre turnos, em pontos percentuais. Barras maiores = virada mais forte.
| Região | Municípios | Viraram | Swing médio |
|---|---|---|---|
| Sudeste | 1.668 | 121 | +6,1 pp |
| Sul | 1.191 | 41 | +5,0 pp |
| Norte | 450 | 22 | +4,5 pp |
| Centro-Oeste | 467 | 21 | +6,7 pp |
| Nordeste | 1.794 | 10 | +4,6 pp |
A tabela soma 215 mudanças: 211 de Flávio para Lula, 1 de Lula para Flávio e 3 casos que saíram de empate no 1º turno ou terminaram empatados no 2º. O foco do texto são as 211 viradas de Flávio para Lula.
A leitura municipal não substitui a estadual: há municípios que mudaram de lado dentro de estados que Lula perdeu, e outros que resistiram em estados que ele ganhou. O mapa completo está em quem venceu em cada município.
2. Abstenção no 1º turno
No 1º turno, 20,8% do eleitorado não compareceu. A mediana municipal foi de 20,6%, com extremos de 7,3% a 40,1%. Em 120 municípios, a abstenção passou de 30%.
Entre os municípios com 20 mil habitantes ou mais, a maior abstenção foi em Novo Cruzeiro (MG), com 36,5%; a menor, em Ocara (CE), com 11,6%.
| Município | UF | População | Abstenção |
|---|---|---|---|
| Novo Cruzeiro | MG | 26.975 | 36,5% |
| Minas Novas | MG | 24.405 | 35,2% |
| Nova Alvorada do Sul | MS | 21.822 | 34,4% |
| Serro | MG | 21.952 | 33,4% |
| Pedra Azul | MG | 24.410 | 32,1% |
| Guanhães | MG | 32.244 | 32,0% |
| Jequitinhonha | MG | 24.007 | 31,9% |
| Itambacuri | MG | 21.042 | 31,9% |
Abstenção não é o mesmo que voto nulo ou branco. O voto é obrigatório no Brasil, mas o comparecimento varia com distância, transporte, calendário e confiança no processo. Uma abstenção alta não indica, sozinha, rejeição a um candidato.
3. PIB: nível e crescimento
Entre 2010 e 2023, o PIB per capita nominal mediano dos municípios cresceu 219,5%. O número é nominal: inclui a inflação do período e não mede ganho real de renda. A dispersão é grande — 10% dos municípios cresceram menos de 131,7% e 10% cresceram mais de 361,3%.
O crescimento foi mais forte entre os municípios que começaram mais pobres. A mediana do primeiro quintil de PIB per capita em 2010 cresceu 238,6%; a do quintil mais rico, 175,8%. A correlação entre nível inicial e crescimento é -0,25: quanto mais alto o ponto de partida, menor o crescimento relativo.
- Q1 · R$ 3.932 238,6%
- Q2 · R$ 5.726 221,1%
- Q3 · R$ 9.301 224,1%
- Q4 · R$ 13.716 219,4%
- Q5 · R$ 23.075 175,8%
Crescimento nominal acumulado do PIB per capita, 2010–2023, por quintil de PIB per capita em 2010. Q1 = 20% mais pobres; Q5 = 20% mais ricos.
Entre os municípios com 20 mil habitantes ou mais, há 240 que estavam no quintil mais rico em 2010 e ficaram no quintil de menor crescimento. No outro extremo, 41 começaram entre os mais pobres e terminaram entre os que mais cresceram. Não é um retrato de mobilidade individual: é a trajetória do PIB municipal, que pode ser puxada por petróleo, mineração, agroindústria ou repasses.
Ricos que estagnaram
| Município | PIB 2010 | Cresc. |
|---|---|---|
| Porto Real (RJ) | R$ 311.882 | -49,5% |
| Triunfo (RS) | R$ 219.848 | 25,2% |
| Quissamã (RJ) | R$ 187.290 | 35,2% |
| São João da Barra (RJ) | R$ 186.268 | 105,3% |
| Anchieta (ES) | R$ 185.544 | -58,3% |
Pobres que cresceram
| Município | PIB 2010 | Cresc. |
|---|---|---|
| Morro do Chapéu (BA) | R$ 4.680 | 895,7% |
| Sento Sé (BA) | R$ 4.143 | 890,8% |
| Limoeiro de Anadia (AL) | R$ 3.624 | 798,9% |
| Iraquara (BA) | R$ 4.521 | 543,8% |
| Maracás (BA) | R$ 4.575 | 448,0% |
Casos como Maricá (RJ) e Saquarema (RJ) mostram o limite do indicador: royalties de petróleo elevam o PIB sem necessariamente elevar a renda das famílias. O ranking de PIB per capita deve ser lido ao lado de renda, emprego e IDH.
4. Dependência fiscal
A mediana da receita própria — impostos, taxas e contribuições — foi de 6,2% da receita total em 2024. As transferências correntes responderam por 82,2%. Em 3.202 municípios, as transferências passaram de 80% da receita; em 3.970, a receita própria ficou abaixo de 10%.
A dependência é maior onde a base econômica é pequena. A correlação entre transferências e PIB per capita é -0,59. Isso não significa ineficiência: municípios pequenos têm poucos contribuintes e recebem repasses constitucionais. Mas significa que choques na arrecadação federal ou estadual chegam rápido às contas locais.
- Turilândia (MA) 97,2%
- Santa Rita (MA) 96,8%
- São Bernardo (MA) 96,8%
- Ipixuna (AM) 96,6%
- Aquidabã (SE) 96,5%
- Urucurituba (AM) 96,4%
- Palmeirândia (MA) 96,3%
- Iguaí (BA) 96,2%
- Fonte Boa (AM) 96,1%
- Tanhaçu (BA) 95,9%
Maiores dependências de transferências correntes, entre municípios com 20 mil habitantes ou mais. Receita própria = impostos, taxas e contribuições.
No outro extremo, São Paulo (SP) tem 57,2% de receita própria. Capitais e cidades industriais conseguem financiar mais do próprio orçamento; municípios agrícolas e dormitórios dependem mais de repasses.
5. IDEB: avanço e estagnação
Dos 5.559 municípios com série histórica, 5.522 melhoraram o IDEB dos anos iniciais entre o primeiro e o último ano disponível; 16 pioraram. A mediana da variação foi de 2,4 pontos, e a média simples subiu de 3,7 para 6,2.
A série nacional mostra avanço de longo prazo, uma queda em 2021 e recuperação depois. O IDEB combina fluxo escolar e aprendizagem; não mede a qualidade de cada escola. Municípios pequenos têm maior volatilidade porque uma turma pode mover a nota.
Média simples do IDEB municipal dos anos iniciais, rede pública. Não pondera pelo número de alunos.
| Município | UF | Inicial | Final | Variação |
|---|---|---|---|---|
| União dos Palmares | AL | 2,6 | 10,0 | +7,4 |
| Tamboril | CE | 2,2 | 9,3 | +7,1 |
| Coreaú | CE | 3,0 | 10,0 | +7,0 |
| Murici | AL | 2,2 | 9,2 | +7,0 |
| Coruripe | AL | 3,1 | 10,0 | +6,9 |
| Independência | CE | 2,9 | 9,8 | +6,9 |
| Nova Russas | CE | 2,8 | 9,7 | +6,9 |
| Campo Alegre | AL | 2,4 | 9,2 | +6,8 |
A tabela considera municípios com 20 mil habitantes ou mais.
Ganhos extremos, como o de União dos Palmares (AL), pedem cautela: podem refletir mudança real, mas também turmas pequenas, alteração de rede ou revisão de dados. O IDEB municipal é um retrato agregado, não uma auditoria escolar.
6. Saneamento: cobertura e qualidade
No Censo 2022, 62,2% da população tinha esgotamento sanitário adequado, 82,5% tinha ligação à rede de água e 90,5% tinha o lixo coletado. A mediana municipal do esgoto foi de apenas 31,6%: 3.516 municípios ainda estavam abaixo de 50% de cobertura. A média nacional é maior porque é ponderada pela população e puxada pelas cidades grandes; a mediana mostra o município típico.
Entre os municípios com 100 mil habitantes ou mais, a menor cobertura estava em Breves (PA), com 0,6%; a maior, em São Caetano do Sul (SP), com 99,5%.
| Município | UF | População | Esgoto | Água |
|---|---|---|---|---|
| Breves | PA | 106.968 | 0,6% | 17,5% |
| Cametá | PA | 134.184 | 3,5% | 44,4% |
| Itaituba | PA | 123.314 | 4,1% | 25,3% |
| Abaetetuba | PA | 158.188 | 4,3% | 17,3% |
| Bragança | PA | 123.082 | 4,4% | 31,0% |
| Santana | AP | 107.618 | 4,8% | 49,7% |
| Santa Rita | PB | 149.910 | 6,7% | 84,7% |
| Ji-Paraná | RO | 124.333 | 7,7% | 59,4% |
Cobertura não é tratamento. O SNIS 2022 tem dado de 2.891 municípios: a mediana do índice de coleta foi 71,8%. O índice de tratamento é reportado de forma heterogênea e deve ser lido com cautela. Entre os casos de coleta alta e tratamento declarado zero estão São João de Meriti (RJ), com 100,0% de coleta, e Governador Valadares (MG), com 85,0%.
Perda de água e investimento por habitante completam o quadro: há cidades com coleta alta e perda alta, e outras com cobertura baixa e investimento baixo. A maior perda de água entre os municípios com 100 mil habitantes ou mais está em Itaboraí (RJ), com 85,7%.
7. Segurança: homicídios e feminicídios
A taxa nacional de homicídios dolosos foi de 15,5 por 100 mil habitantes em 2025. Entre os 1.710 municípios com 20 mil habitantes ou mais, a mediana foi de 12,4 por 100 mil; 91 municípios ficaram acima de 50 por 100 mil.
A maior taxa esteve em Itabela (BA), com 106,5 por 100 mil. A taxa nacional de feminicídios foi de 0,8 por 100 mil. Entre os municípios com 20 mil habitantes ou mais, o maior número absoluto do recorte apareceu em Tocantinópolis (TO), com 3 casos. A subnotificação e a classificação dos casos variam por estado.
| Município | UF | População | Homicídios | Por 100 mil |
|---|---|---|---|---|
| Itabela | BA | 28.165 | 30 | 106,5 |
| Pedras de Fogo | PB | 29.662 | 31 | 104,5 |
| Maranguape | CE | 105.093 | 105 | 99,9 |
| Amontada | CE | 42.156 | 41 | 97,3 |
| Presidente Tancredo Neves | BA | 27.734 | 25 | 90,1 |
| São José de Mipibu | RN | 47.286 | 42 | 88,8 |
| São Francisco de Itabapoana | RJ | 45.059 | 39 | 86,6 |
| Santa Cruz Cabrália | BA | 29.185 | 25 | 85,7 |
Taxas de municípios pequenos são instáveis: um ou dois casos mudam muito o indicador. O corte de 20 mil habitantes reduz esse ruído, mas não elimina. Os dados do SINESP dependem do registro das polícias estaduais e não capturam todos os crimes.
8. Envelhecimento e população
O índice de envelhecimento mediano foi de 61,4 e a idade mediana, de 36 anos. Entre 2010 e 2022, 2.392 dos 5.565 municípios perderam população; a variação mediana foi de 1,6%.
Entre os municípios com 20 mil habitantes ou mais, o envelhecimento mais avançado aparece em Santos (SP), com índice 129,9. O maior encolhimento populacional foi em Santana do Araguaia (PA), -42,3%; o maior crescimento, em Canaã dos Carajás (PA), 188,5%.
- Santos (SP) 129,9
- Santa Rita do Passa Quatro (SP) 123,9
- Itapecerica (MG) 122,2
- Niterói (RJ) 118,2
- São Caetano do Sul (SP) 117
- São Sepé (RS) 115,7
- Bambuí (MG) 112,7
- São Lourenço do Sul (RS) 111,3
Índice de envelhecimento: pessoas de 60 anos ou mais para cada 100 pessoas de 0 a 14 anos. Entre municípios com 20 mil habitantes ou mais.
| Região | Municípios | Encolheram | Variação média |
|---|---|---|---|
| Nordeste | 1.794 | 877 | 0,9% |
| Sudeste | 1.668 | 643 | 3,9% |
| Sul | 1.188 | 532 | 4,2% |
| Norte | 449 | 175 | 6,3% |
| Centro-Oeste | 466 | 165 | 9,4% |
9. Agropecuária e floresta
A agropecuária ocupa 61,5% da área municipal mediana; a floresta, 29,3%. 3.462 municípios têm mais de metade do território em agropecuária; 1.612 têm mais de metade em floresta.
A correlação entre participação agropecuária e desmatamento acumulado é 0,88. É uma associação ecológica, não uma prova de causalidade: o desmatamento acumulado mede o quanto a cobertura original já foi removida, não o desmatamento de um ano específico. Municípios urbanos antigos aparecem no topo porque quase não têm vegetação nativa restante.
A tabela considera municípios com 20 mil habitantes ou mais.
| Município | UF | Agro | Floresta | Desmatado |
|---|---|---|---|---|
| Medeiros Neto | BA | 95,3% | 2,8% | 94,7% |
| Boquim | SE | 94,9% | 3,7% | 95,5% |
| Aliança | PE | 93,8% | 4,3% | 93,8% |
| Colorado | PR | 93,4% | 3,5% | 95,3% |
| Nanuque | MG | 93,3% | 4,5% | 91,4% |
| Adamantina | SP | 93,0% | 2,9% | 93,9% |
| Lucélia | SP | 92,7% | 4,7% | 91,0% |
| Álvares Machado | SP | 92,7% | 4,0% | 93,4% |
Entre os maiores desmatamentos acumulados estão Lago da Pedra (MA) e São João de Meriti (RJ). A leitura de fronteira agrícola exige separar desmatamento antigo de perda recente; o dado do PRODES usado aqui é acumulado.
10. Prefeitos 2024 e voto 2026
Em 5.518 municípios, é possível comparar o partido do prefeito eleito em 2024 com o voto presidencial de 2026. Há 16 partidos com pelo menos 20 municípios. A média de Lula foi maior onde o prefeito é do PT (69,0%) e menor onde o prefeito é do PL (42,1%). A amplitude foi de +26,9 pp.
- PT (251) 69,0%
- PSB (309) 67,2%
- AVANTE (136) 64,0%
- MOBILIZA (21) 62,8%
- SOLIDARIEDADE (63) 57,4%
- REPUBLICANOS (432) 55,4%
- PDT (151) 55,1%
- PRD (76) 54,3%
- MDB (854) 53,7%
- PSD (884) 53,4%
- PSDB (274) 51,8%
- UNIÃO (583) 51,6%
- PP (747) 50,7%
- PODE (127) 50,3%
- CIDADANIA (32) 46,0%
- PL (514) 42,1%
Média simples do voto em Lula no 2º turno, por partido do prefeito eleito em 2024. Todos os partidos com 20 municípios ou mais.
A relação é ecológica e não prova coordenação política: o eleitor pode votar no prefeito de um partido e no presidenciável de outro. Partidos também mudam de posição e de aliança entre eleições. O dado serve para levantar hipóteses sobre territorialização partidária, não para atribuir causalidade.
Metodologia e fontes
- Eleição: TSE, 1º turno (eleição 6257) e 2º turno (6258), votos nominais para presidente. A “virada” compara o vencedor do confronto direto Lula–Flávio no 1º turno com o vencedor no 2º; não usa o líder geral quando outro candidato liderou.
- Abstenção: abstenções divididas pelo eleitorado apto no 1º turno. Não inclui votos brancos e nulos.
- PIB: PIB municipal nominal de 2010 e 2023, dividido pela população de 2010 e 2022. Crescimento nominal acumulado, sem deflator; ranking entre municípios com dados.
- Fiscal: SICONFI 2024. Receita própria = impostos, taxas e contribuições; transferências = transferências correntes. Percentuais sobre a receita orçamentária; valores negativos ou acima de 120% foram excluídos.
- IDEB: INEP, rede pública, anos iniciais. Primeiro e último ano disponível na série municipal (em geral 2005 e 2025); média simples, sem ponderação por alunos.
- Saneamento: Censo 2022 (esgoto adequado, água de rede e lixo coletado) e SNIS 2022 (coleta, tratamento, perda de água e investimento por habitante). Cobertura não é tratamento.
- Segurança: SINESP 2025, homicídios dolosos e feminicídios por 100 mil habitantes. Rankings usam municípios com 20 mil habitantes ou mais.
- População: Censo 2010 e 2022; índice de envelhecimento e idade mediana do Censo 2022.
- Uso do solo: MapBiomas 2025 e PRODES 2023; desmatamento acumulado, não taxa anual recente.
- Prefeitos: TSE 2024, partido do prefeito eleito; média simples do voto em Lula em 2026 por partido.
Limites
- Falácia ecológica: os dados são municipais. Uma média de município não descreve o comportamento de indivíduos.
- Correlação não é causalidade: PIB, IDEB, saneamento, segurança e voto se influenciam mutuamente e compartilham história regional.
- PIB nominal: o crescimento de 2010–2023 inclui inflação e pode ser distorcido por royalties, mineração e grandes projetos.
- Cobertura: IDEB, SNIS e segurança não têm dados completos para todos os 5.570 municípios; os denominadores estão indicados em cada seção.
- Municípios pequenos: taxas de segurança, abstenção e IDEB são mais voláteis; os cortes de população reduzem, mas não eliminam o problema.
- Partidos: a classificação é a sigla registrada em 2024; alianças e posições mudam, e a média municipal não mede intenção de voto.
Leia também a análise da eleição, a correlação entre voto e desenvolvimento, o mapa por município e a metodologia do dataBR.